E daí?

Hoje, perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida. Poderia simplesmente, ser mais uma pessoa que nessa vida que perde alguém querido, mas quero falar um pouco do momento que a minha família, infelizmente, entrou para a estatística de uma doença maldita. O meu avô, pai de treze filhos, avô, bisavô e tataravô de perder a conta, tinha noventa e três anos. De uma lucidez invejável e de uma disposição de deixar todos nós da família no chinelo. Tinha as dores por conta da idade, mas nada que o parasse. Tinha uma calma e uma sabedoria que somente poderia vir de Deus. Era muito amado pela família e querido pelas pessoas que o conhecia. Tinha um amor e um cuidado tão grande pela sua Branca (a forma carinhosa que ele chamava a minha avó), sua companheira de quase 70 anos. Cuidava das coisas de Deus com todo o zelo e respeito, como todo bom cristão deveria ter. Era analfabeto, mas por Obra do Espírito Santo, lia a bíblia. Durante anos foi porteiro na Igreja Assembleia de Deus, no seu bai...